
...e quando nós decidimos quem vai nos amar, fica fácil amar essa pessoa também.
Por isso somos nós que escolhemos a quem daremos nosso amor e não o amor que nos escolhe, como na paixão.
A paixão não é uma opção, por isso ela é como uma montanha russa: você começa no baixo, atinge o ponto mais alto, desce, gira, sobe mais um pouco e acaba no mesmo lugar, onde tudo começou. É algo que não dá para controlar.
Mas o amor não. Este é como uma escada infinita em direção a um tesouro. Quanto mais você sobe e se arrisca, mais perto você chega do melhor!
E não é simplesmente uma busca ao melhor. Esta é apenas a consequência! O gostoso é olhar para cada degrau conquistado e sentir, na felicidade do outro, que podemos ser felizes, sem carregarmos o peso da interrogação que nos consome:
"O que estou ganhando em troca?"
E esta nos leva a várias outras:
"Será que vai dar certo?" ou
"Será que eu gosto?" "E se eu não gostar?"
A paixão é incerta, volúvel! É um caminhão de questionamentos que envolve o ser humano, a ponto de cegá-lo, não permitindo perceber o mundo a sua volta.
O amor não cega. Muito pelo contrário. Faz-nos enxergar todas as possibilidades e aprender a como agradar a pessoa amada.
Sei o que deve estar pensando. Que, então, o amor não gera perguntas ou dúvidas. Claro que sim!! E cada vez que você olha nos olhos da pessoa amada e se questiona
“Será que existe alguém mais feliz que eu neste mundo?” “É possível eu te amar mais do que já amo?”, é como se estivesse encontrado uma pedra preciosa em meio a vários cascalhos. É como nunca tivesse visto algo de tanto valor e aquela é a sua chance, é como ter uma poça d'água em meio ao deserto.
Nada se compara ao amor. E, não é simplesmente falar. Somente quem o vive, somente quem o sente, é capaz de descrevê-lo com tamanha certeza. Certeza de que ele é tudo isso e muito mais do que conseguimos imaginar!